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domingo, 5 de junho de 2011

A real abolição da escravatura

O Brasil deixou de ser um país de regime escravista, há pouco mais de cem anos, todavia, ainda  que por vezes camuflados, existem resquícios de tal ideologia primitiva impregnados na cultura brasileira. É inegável que nativos ou imigrantes, sofram nos dias de hoje, em solo nacional, tais pressões. Pressões estas que o país diz ter extinguido a partir da lei Áurea.
As desigualdades sociais, resultantes total ou parcialmente do capitalismo, revelam-nos que: Enquanto alguns trabalham pouco e recebem muito; outros fazem o caminho inverso, sendo que sua rendas mal são o suficiente para à alimentação, direito que deveria ser garantido pelo Estado. A  cada dia o país torna-se mais excludente e concentrador, fato que obriga aos “ excluídos”  ou seja aqueles que não detém riquezas, sujeitarem-se à subempregos, à ilegalidade e à salário indignos.
Contraditoriamente a minoria controla a maioria da riqueza e, por conseguinte, devido ao poder da moeda, controla várias camadas da sociedade. Por outro lado aqueles que são à maioria e que subdividem o pouco que resta do capital nacional vivem de trabalhos semelhantes ao escravo.
A dignidade do trabalhador deveria estar em voga, acima do poder monetário do mesmo e as pessoas deveriam ser valorizadas e tratadas humanamente. Uma melhor distribuição de renda seria um bom começo para mudar esta cruel realidade, dentro desta mesma perspectiva encaixa-se a reforma agrária que possibilitaria ao pequeno agricultor uma melhor renda, evitando que por ventura venha a exercer atividades “questionáveis” para suster sua família. Melhorias na educação, tentando equiparar o ensino público ao privado, diminuiriam também essas disparidades sociais. O que tornaria possível, na vida, não só no papel a verdadeira extinção da escravidão.

Por: Jél Lourenzo

10 comentários:

  1. Uma das coisas que sempre indaguei, enquanto estudava História do Brasil era:
    Os escravos trabalhavam nas fazendas e não ganhavam salário. Após a Lei Áurea, eles foram libertados.
    Nessa época, aconteceu um grande crescimento da produção do café e os grandes fazendeiros do oeste paulista e do Vale do Paraíba necessitavam de mão-de-obra.

    Onde eles foram pegar esses trabalhadores? Na Europa.
    E ai iniciou a grande entrada de imigrantes alemães, italianos, etc.

    Ora, se necessitavam de mão-de-obra, por que não a deram as negros que estavam livres nas cidades?
    Isso contribuiu muito para a marginalização deles, pois estavam livres e sem emprego.

    Minha opinião é que isso foi uma tentativa de branqueamento da sociedade.
    Mas.....

    Beijos.

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  2. Bruno: Interressante e intrigante sua teória..se foi uma tentativa eu não sei, mas que o preconceito e a marginalização continuão presentes ..isso eu posso afirmar!

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  3. Como te disse, não sou historiador para ir fundo nessa minha tese (risos)

    Mas as alternativas que penso são:
    1ª. Os fazendeiros brasileiros da época eram muito orgulhosos para pagar salário para quem havia trabalhado para eles de graça como escravos;
    2ª. Uma tentativa de branqueamento de uma sociedade já extremamente mestiça.

    Mas, como você mesma disse, é um preconceito que continua sempre realmente.

    Beijos.

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  4. Ficar preso a um trabalho em que se ganha uma miséria de salário somente porque, se sair, dificilmente se consegue outro, é uma forma "mordena" de escravização.
    Acho que escravidão tomou outras aparências...

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  5. Que lindo o seu cantinhoo..
    adorei aqui!!

    estou seguindo..
    retribui??

    beijos
    http://pathyoliver.blogspot.com
    http://momentosdapathy.blogspot.com

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  6. Concordo com o Ricardo a escravidão só mudo suas aparencias!!



    http://slayerbrasil.blogspot.com/

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  7. Como um samba classico da Mangueira

    Será que já raiou a liberdade
    ou se foi tudo ilusão ?
    Será que a lei Aurea tão sonhada
    Há tanto tempo assinada
    Não foi o fim da escravidão...

    Ótimo post, ja seguindo seu blog , segue o meu
    http://andyantunes.blogspot.com/

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  8. Ricardo: nem preciso dizer que concordo..meu texto fala por mim..mas acresecento ao que vocé disse: Muitos tem jornada tripla de trabalho e recebem um salário de fome.." só mudou de aparencias mesmo"

    Andy: este samba exprimi bem o que penso..


    abraços a todos e obrigada pelos comentários..

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  9. Moro próxima a uma cidade que a pouco tempo a PF deu uma batida numa fazenda.Haviam várias familias mantidas em regime de escravidão,exploradas com mão de obra forçada, sem as minimas condições de vida...revoltante!
    Parabéns pelo blog!

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  10. A reforma agrária e as leis de trabalho ainda são questões de extrema necessidade de serem tratadas em nosso país. Simplesmente abolimos nossos negros e os marginalizamos, cada um a sua própria sorte, como uma maquinaria inútil, analfabetos e esquecidos. Como se isso não bastasse, ainda "escravizamos" e somos escravizados culturalmente por uma mídia que nos quer fazer acreditar que não podemos ser cultos nem gostar de musica boa, leitura boa e pensamentos construtivos. Continuamos presos, cem anos depois, a uma corrente de ferro invisível, que reflete nossa condição de sociedade ignorante, presa a nossas vidas sedentas de mudanças.
    Parabéns pelo tema!
    Beijos,
    Luiza

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